Abobrinhas Verdes

Minhas idéias são abobrinhas, brotam da terra a esmo

Sábado, Novembro 07, 2009

QUE PETULÂNCIA!

Por suportar algumas horas em minha companhia, observando e julgando a seu bel prazer cada detalhe mínimo de meus atos, a pessoa acredita que me conhece a ponto de dizer-me o que penso e o que acho. Acredita que me conhece por dentro olhando de fora, sem nunca investigar o que se passa comigo por dentro. Não pergunta direto, não demonstra claro interesse em mim, só na idéia completamente unilateral que faz de quem eu seja.

Adora um espelho, ama o mais do mesmo, delicia-se em seu camarote vendo novelas da vida alheia. Sedenta de tempestades em copo d'água, pois é tudo que consegue provocar. Petulante, hipócrita. De gente assim quero distância, o tempo que passei perto de vocês já é mais do que suficiente para aprender o quanto não combinamos.

Gente assim eu atropelo. Cruzo o caminho delas com tudo sem me importar com suas dores e mágoas mesquinhas. Devo ter atropelado muita gente sem perceber. Fizeram por merecer.

Solte o verbo 0

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

MI QUERIDO DIÁRIO

Hoy yo quería estar en México, sólo para ver la fiesta del día de los muertos. Es verdad que no quería mucho, porque si quisiera mismo encontraría una manera de ir a México. Tal vez algún día iré, en verdad, aún no lo sé.


Por semanas quis postar o texto abaixo como arquivo de voz nesse sítio. O tempo passou e não aprendi a mexer no celular onde o gravei, somente lá ele é escutável. Essa poesia tem tudo a ver com o dia de finados, mas foi feita em resposta a Gleice, do Murmúrios Pessoais, que quiz saber como consigo me desvencilhar de paixões não correspondidas.

GUARDA FEITO SONHO
As mais belas lembranças que você quer esquecer
não esquece
guarda feito sonho
perto do inconsciente
longe da realidade
na espera de que desapareçam
sem fotografia
sem objeot algum pra lembrar
deixa só no pensar
guarda feito sonho
as maravilhas vividas que não se repetem
as delícias que você não se atreve a repetir
e quer esquecer
elas fazem por merecer
guarda feito sonho
até amanhecer.

Solte o verbo 1

Domingo, Outubro 25, 2009

O FILME DA VEZ É

Watchmen. Tão agradável quanto o primeiro Matrix da trilogia.

Tem heróis, vilões, personagens complexos. Tem fundo histórico – a saudosa década de 80 – mas não se esqueça que é pura fantasia. Tem política pra deixar a trama intrincada, tem romance para as mulheres suspirarem, sexo pros homens pirarem. Pros homens tem carnificina crua, que é o que realmente ecita, além de uma boa dose de porrada. O que me fez liga-lo a Matrix foi a filososia e o existencialismo encarnados em Dr. Manhatam, o mutante indestrutível super power cuja fraqueza é a emoção.

Ou seria a mente? Enfim, convença-o e Dr. Manhatam fará o que você quiser. Manipula-lo é muito difícil. Ele vê o futuro, mexe no tempo, nas energias, teleporta coisas... isso por si só pira a cabeça de qualquer um. Porém ele já era pirado antes de ganhar poderes: um físico que sofreu acidente com radiação nuclear. Falei que o filme tem fcção científica? Enfim, me amarrei no existencialismo desse personagem, o cara azul me cativou. Quem me contou da existência de Neil Gaiman usava o nick de Dr. Manhatan, por isso desde o início queria saber quem raios era esse personagem.

Uma pena que a heroína da trama seja um tanto libertina, daí parece uma putinha pra quem não pára para analisar o ponto de vista dela. O narrador é fantástico, o irmão bastardo da heroína. Ele escreve um diário e não usa roupas de látex, mas sobretudo, chapéu e uma máscara muito doida. O mais extremista, o único que não é manipulado – mas fica com a imagem de louco do grupo, por isso ninguém o ajuda no início.

O filme trata de heróis aposentados. Começa com a morte de Comediante. Mais uma vez um palhaço sem noção põe ação no circo. Vi essa fórmula em “Batman – Cavaleiro das Trevas”, e nesse mesmo filme encontro o mesmo final onde o herói de verdade se faz de vilão pra o bem da população. Contei o final? Acho que não, esse filme demora pra acabar.

Wartchmen foi uma revista em quadrinhos, que fez sucesso há 30 anos mais ou menos. Personagens complexos, enredo muito bem bolado, puxando pra realidade. Existencialismo, ação, carnificina e romance no mesmo pacote. Simplesmente um filme perfeito.

Solte o verbo 0

Sábado, Outubro 17, 2009

ALL I REALLY WANT
DESEJO, necessidade, VONTADE, necessidade, DESEJO...

O Livro Verde, de Elizabeth Rogers e Thomas M. Kostigen, mostra como é possível salvar o planeta da poluição e do superaquecimento, livrar-nos da fúria da natura mesmo sem um anel de terra, água, vento, fogo ou coração. - Vai Planeta!

O poder é de vocês! A contracapa diz que com pequenos gestos podemos colocar nossa querida bola azul nos eixos. Não é preciso deixar o conforto tecnológico de lado ou ser hippie natureba. Uma compilação de “dicas fáceis e práticas para reciclar, reutilizar, reduzir o consumo e economizar dinheiro em casa, no trabalho, em viagens, nos esportes e em áreas que vão do entretenimento à construção civil, passando pela tecnologia e a cosmética”, segundo a contracapa e o site da editora Sextante. Algumas dicas: ler jornais na internet, colocar açúcar antes do café no copo para não precisar misturar com pasinha descartável. Adolescentes histéricas adorarão ler algumas sugestões de Justin Timberlake.

Outros ícones famosos também dão seus pitacos ao longo da obra (Robert Redford, Jennifer Aniston e Owen Wilson), entretanto o mais interessante é que o livro – em papel reciclado – ajuda a gente a tornar nossa vida diferente.

Aqui vai uma dica pessoal para os revolucionários extremistas, a galera de 15 a 18 anos, que toma consciência do mundo e não faz cerimônia pra ir a luta: Se quiser modificar o mundo, comece modificando a si mesmo.

Solte o verbo 1